quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Unicer abre Vidago em 2010

A Unicer, através do projecto de investimento de requalificação do emblemático Parque de Vidago, é um dos principais investidores privados no Norte do país, conferindo dimensão e competitividade à Região turística do Norte e Alto Douro.
A projecção internacional pretendida, a par da afirmação a nível ibérico, levou a empresa portuguesa a concretizar uma parceria com a GLA Hotels, uma multinacional de renome para a gestão de hotéis de luxo.
A reinauguração do Parque de Vidago acontece no dia 6 Outubro, numa dupla comemoração do centenário da República e do Vidago Palace Hotel, que mantém a tradição e o posicionamento de luxo de há 100 anos. Nessa data, o Vidago Palace Hotel irá acolher a mostra fotográfica «Viajar. Viajantes e turistas à descoberta de Portugal no tempo da I República», uma das exposições itinerantes do programa oficial das comemorações do centenário da República, que incide na retrospectiva do Turismo em Portugal, desde o início do séc. XX.
O investimento da Unicer no Parque de Vidago, na ordem dos 50 milhões de euros, destina-se a um projecto de desenvolvimento da marca. É também de forte responsabilidade social, ao requalificar um património histórico para as futuras gerações, afirmando a Região como um pólo de desenvolvimento socioeconómico no Norte do país, em especial em Trás-os-Montes, procurando posicionar a Região na rota dos destinos turísticos do país.
A parceria com a GLA Hotels visa fortalecer o potencial turístico do Parque de Vidago para os mercados nacional e espanhol e alavancar a sua internacionalização a outros países, nomeadamente a França, Reino Unido e Alemanha.
A GLA será responsável pela gestão operacional de todo o Parque de Vidago – Hotel, spa, campo de golfe e Centro de Conferências -, bem como o reposicionamento e a promoção do Hotel nos mercados estratégicos e com padrões de serviço Leading Hotels of the World.
A Unicer, apesar de ter recorrido ao outsourcing na gestão, mantém a propriedade dos activos do Hotel e do Parque, incluindo a manutenção e a exploração das captações de uma das suas principais marcas de águas com gás – a água Vidago, preservando um recurso natural da Região.
A recuperação do Parque de Vidago está integrada na política de Responsabilidade Corporativa da Unicer, nos pilares da sustentabilidade social, ambiental e económica. Através do projecto, a Unicer potencia a criação de emprego qualificado e a aposta na formação profissional; oferece infra-estruturas de qualidade na actividade turística e hoteleira; promove o desenvolvimento regional sustentado; valoriza a imagem de Portugal no mercado interno e externo; renova o conceito de parque termal com características ímpares, estimulando a competitividade e a valorização do património da região.
O modelo de negócio definido para o Parque de Vidago eleva este espaço para o conceito de cinco estrelas, recuperando o glamour de há um século. O emblemático Vidago Palace Hotel abre com 70 quartos e suites e com um spa termal com 20 salas para tratamento, relaxamento, bem-estar e beleza – que tem na arquitectura e na água mineral de Vidago os seus atributos diferenciadores. O conceituado arquitecto Álvaro Siza Viera é o nome que se destaca na concepção deste espaço.
Foram igualmente recuperados o Club House – edifício do primeiro engarrafamento da Água Vidago - e o Centro de Congressos, cujo auditório tem capacidade para 260 pessoas. No parque arbóreo foi reconstruído o campo de golfe Mackenzie Ross, que passa de nove para 18 buracos com a ambição de se tornar numa referência a nível europeu.
A requalificação do Parque, com 100 hectares, manteve-se fiel às características arquitectónicas e paisagísticas originais, preservando essa herança, de época, num espaço modernizado e vocacionando para o turismo do século XXI. O novo Vidago Palace Hotel é uma unidade centenária, revivalista, dotada das melhores e mais modernas infra-estruturas, ancorado nas valências do Parque, como um todo.
A recuperação do Parque de Vidago é um projecto PIN – projecto de interesse nacional – por resultar num investimento global superior a 25 milhões de euros – 50 milhões de euros - e por ser reconhecido, entre outros méritos, pela adequada sustentabilidade ambiental e territorial. A classificação resulta também da capacidade de criação e ou qualificação de emprego, da integração em estratégias de desenvolvimento regional e da contribuição para a dinamização económica de regiões com menor grau de desenvolvimento.
Sobre a GLA
Criada em 1985 por Grace Leo, a GLA Hotels é uma multinacional francesa especializada no desenvolvimento, (re) posicionamento, gestão, marketing e vendas de hotéis de luxo.
Desde o lançamento que a GLA Hotels está directamente envolvida com três categorias de hotéis: Haute Couture (p.ex. Cotton House, em Mustique; Lancaster, em Paris; Royal Riviera, em Saint-Jean-Cape-Ferrat), Prêt à Porter (Hotel Bairro Alto, em Lisboa; Bel-Ami, em Paris; The Clarence, em Dublin; Montalembert, em Paris e Cadogan, em Londres) e Casual Chiq (Jules, em Paris).
Fonte: http://www.lpmcom.pt 09/02/2010

3 comentários:

João disse...

Quem ler este discurso sem conhecer o passado do Termalismo em Vidago, fica extremamente agradecido a tão relevante investimento pela mão bondosa da UNICER com o Administrador Presidente Manuel Violas no comando.
Deixo no ar algumas perguntas:
Com este novo Resort Fechado que vai ser do Grande Hotel, que a UNICER apressadamente soube vender, do Hotel Avenida, do Hotel do Parque, do Hotel do Golfe, de todas as Pensões que em conjunto com estas velhas unidades hoteleiras foram a alma viva desta Vila Termal durante longas décadas?
Onde vão passar os tempos de lazer sem terem acesso ao Parque Termal?
Onde está o tão badalado novo balneário termal no exterior do parque?
Onde ficam as fontes para os Aquístas do exterior beberem as suas águas?
Onde está a credibilidade das águas que eram engarrafadas na Fontes de Salus?
Quem acredita que as mesmas agora engarrafadas nas instalações de Pedras Salgadas mantêm a mesma qualidade. Quando o que diz a lei de minas impõe que as mesmas devem ser engarrafadas o mais perto das nascentes e não a 11km como agora o são, para não perderem qualidade?
Em Vidago já nos restaurantes se promovem bem mais as Águas de Campilho e até as de Carvalhelhos, porquê será?
Algo muito estranho se passa com as intenções da UNICER de Manuel Violas?
Será que a localização do Casino de Chaves já não serve de péssimo exemplo de como defraudou esta Cidade, sai da auto-estrada e entra na mesma sem passar na cidade?
É pena que o Presidentes da Câmara de Chaves não tenha uma atitude diferente, porque foi eleito para defender um povo inculto politicamente, propositadamente mantido assim. Apenas lhe interessa o volume de negócio dos grandes Senhores, para ver se encontra depois de reformado um lugar que o obrigue a ter uma casa com muros altos e andar com guarda-costas, não vá ser maltratado em plena via pública. Por isso deixou de ser Padre.
Que é do centro de Chaves depois do comércio geral fechar?
Aqui ficam estas palavras para aqueles que têm dormido no conto do Lobo e da Carochinha.

Anónimo disse...

Pior do que isto não vamos ficar, eles pelo menos investem em vidago, os nossos governantes locais é que acabam com vidago, dos nossos a que devemos ter medo.
O QUE É QUE A CAMARA MUNICIPAL DE CHAVES FEZ POR VIDAGO?

joao disse...

Estou plenamente de acordo com o anónimo do dia 16, mas vou mais longe sobre o actual Presidente da Câmara de Chaves e também posso falar dos do passado. O que tenho a escrever é que todos eles sempre abandonaram Vidago, porque os donos da VMPS após a era de: Conde Caria, Raule de Oliveira e António José Serôdio, nunca estiveram interessados no investimento nas Estâncias Termais de Vidago, Pedras e Melgaço. Como tal o desenvolvimento que surgisse no exterior iria incomodar. Agora a situação mudou na realidade, mas mais uma vez sem frutos positivos para Vidago. Nunca irei concordar com um Resort Fechado, é um crime, um roubo descarado com o apoio do Presidente da C.M.de Chaves e o conluio dos restantes do Alto-Tâmega, que não o deveriam consentir. É uma vergonha e a história irá ficar manchada com mais esta machadada. Pobre Vila Termal de Vidago, que antes ainda podiam passear na sombra das avenidas do Parque, beber água das fontes, ter uma grade de águas de oferta e no presente e no futuro nada irão ter. Apenas irão ver passar os Jaguares, BMW, Audis, Volvos, e Bentleis e muitos outros dos grandes Senhores, a caminho do sumptuoso Pálace Hotel, com apenas 70 quartos que não vão além de 100/120 Hóspedes......