segunda-feira, 31 de maio de 2010

Meu Vidago - Poema de Rui Manuel Abreu

Tal como eu, o Rui Manuel Abreu, deu como título "Meu Vidago" a um poema que ele escreveu. Nesta altura, não havia estas coisas de blogs, porque se houvesse, talvez, o Rui Manuel o baptizasse também de "Meu Vidago". Com este poema, Rui Manuel demonstra bem a sua paixão e amor por esta vila, e que infelizmente o viu partir com apenas 49 anos.

Meu Vidago

Foi no Olmo que nasceu
Este Vidago que é meu
E a quem eu quero tanto
Alguma coisa perdeu
E que era muito seu
Mas não perde seu encanto.


Da capela da Ermida
Vejo Vidago a meus pés
Oh, terra que me és tão querida
Que bonita que tu és.


E do Olmo se espalhou
Aos pouquinhos aumentou
Esta nossa linda terra
Por isso eu aqui estou
Pois ninguém ainda cantou
As belezas que ela encerra.


A beleza Natural
Que podemos oferecer
É duma beleza tal
Que ninguém pode esquecer.

Manuel Meão (pseudónimo de Rui Manuel)

Rui Manuel Abreu, filho do médico José Manuel Oliveira Abreu (1919-1999), teve uma vida um pouco sofrida devido a uma doença física que o afectou desde do seu nascimento. Quem o queria ver bastava ir ao parque vê-lo passear no seu veículo, adaptado à sua doença, sorrindo sempre a todos quanto o saudavam.
Para ti, Rui Manuel, um muito obrigado do autor do blog "Meu Vidago".

8 comentários:

Anónimo disse...

Como seguidora atenta deste blog, apesar de não ser natural de Vidago, aí vivi dos melhores momentos da minha vida e como sobrinha do Rui agradeço que ele continue tão presente na memória das pessoas e sobretudo com boas recordações.
Filipa Abreu

Vanda disse...

Soube pelos meus Filhos,Filipa e Pedro Abreu,da publicação aqui no blog deste poema do meu Irmão.
Só consigo dizer um muito OBRIGADA por passados já tantos anos do seu desaparecimento ainda ser recordado por todos com tanto carinho.
Vanda Abreu

Paulo disse...

É nas recordações das nossas vivências que encontramos o sentido para a mesma
Tive o privilégio de conhecer o Rui, o qual recordo com saudade e tendo presente a sua boa disposição que sempre me presenteava.

Um abraço, para todos
Paulo Vítor

Um Vidaguense disse...

Júlio

Tive o previlégio e o prazer de ser amigo do Rui Abreu, no dia do seu aniversário o grupo "Super Bock" do qual eu fazia parte deslocava-se a sua casa para lhe cantar os Parabéns e também as "Janeiras" porque o dia dos anos era precisamente o dia de Reis.

Rui Queirós

amd.rodrig@gmail.com disse...

Olá Júlio!
Vem muito a propósito esta pequena lembrança do Rui Abreu!
Recordo nos anos 80 quando entrei para a universidade, o incentivo que recebi dele, pois tinha algum receio do que ia encontrar...
Ainda tenho presente o modo entusiástico com que defendia na altura o escritor Lobo antunes, que eu detestava...
Ao ir férias a Vidago dava uma volta a ver se o encontrava no parque ou no café Avenida!
Só no livro do Floripo soube que o Rui também escrevia. Aproveito para dizer que com este livro lhe foi feita uma justa homenagem.
Bem merecida.
Boa malha, Júlio!

Anónimo disse...

Foi com emoção que li o poema do meu Primo Rui e fiquei sensibilizada por ele ser lembrado desta forma.
Vidago deixou de ser o mesmo com a sua morte permatura (48 anos)pois apesar dos seus problemas de saúde foi sempre uma pessoa alegre,sem demonstrar qualquer revolta,também porque a sua enorme inteligência e sensibilidade lhe permitiam ser assim.
M.ª da Graça Abreu

VIDAGOSEMPRE disse...

Grande ideia Julio!!!
Grande saudade que nos deixou o RUI,
Recordo,
RUI ABREU, sinonimo de grande Vidaguense, ficará para sempre no meu coração a amizade e o grande companheirismo.
Grandes tardes de verão e grandes conversas, na lojinha do parque, na esplanada do avenida, café avenida, nas termas e neste VIDAGO, que quase me faz chorar quando me recordo do que era e como está....
Muitas saudades RUI, RUIZINHO para os amigos


Recordo a Filipa e o Pedro, sou o Zé que trabalhava no palace.....

lena disse...

Recordar o Rui é sentir uma torrente de emoções,porque com ele tudo se transformava e enriquecia.
A sua Alegria,inteligência e sensibilidade davam-lhe uma capacidade de"olhar diferente"e tão especial.
Não se recorda Vidago sem que o Rui esteja presente.
Tantas saudades,mas tantas memórias que ficaram.
Que prazer seres lembrado.
Lena (Malequinhas como me chamavas)