terça-feira, 28 de setembro de 2010

FONTE VIDAGO Nº 1

A fonte de Vidago nº 1 é a mais mineralizada e rica em propriedades medicinais. Esta fonte, durante muitos anos, esteve protegida por um acanhado barracão mas que a empresa decidiu substitui-lo por um pavilhão monumental que custou cerca de 25,000$00 (125 euros).

O corpo central é de alvenaria ordinária, com vão de janelas e portas em granito, e tem 7 metros de altura até ao terraço. Sobre este ergue-se uma grande cúpula com 5 metros de diâmetro apoiada em 8 colunas que se ligam entre si, formando um octógono, no centro do qual está a fonte e o local onde, antigamente, procediam ao engarrafamento da água.


(Bilhete postal da edição "Union Postale Universelle - 1928)

No tecto, sobre esta nascente, há uma clarabóia envidraçada, com vidros coloridos, tal como os de todas as portas e janelas, com caixilho de ferro que importaram pelo valor de 1.000$00 (5 euros).

O seu centro é adornado com paneis de azulejos decorativos e lambris desenhados com o pincel do distinto artista Júlio César da Silva. Os 8 painéis de azulejos representam vários símbolos: o comércio, a indústria, as fontes representadas por ninfas, alternadas com os bustos da Vida, Vitória, Glória e Força.

Junto ao corpo central fica a galeria de repouso com 15 metros de comprimento, tendo arcos dos lados e um terraço na parte superior, acessível por uma escada.

Esta galeria termina com um pequena construção que servia de vestiário ao pessoal empregado na fonte.

(Bilhete postal da edição "Union Postale Universelle - 1920)

O primeiro bilhete postal foi enviado de Vidago para a Rua do Carrião, Lisboa, em 15 de Agosto de 1928, enquanto que o segundo foi enviado de Vidago para Cacia, Aveiro, em 20 de Agosto de 1920, e custo do selo 3 centavos.

Para quem não sabe, esta fonte pode ser visitada e podem provar a sua água.

Um abraço e até breve...

1 comentário:

Unknown disse...

Gostava de confirmar se o Arquitecto desta Fonte de Vidago, nas termas de Vidago, foi o Arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior (1868-1937).