quarta-feira, 2 de março de 2016

Guia Oficial dos Caminhos de Ferro - 1913



Cheira a fumaça do saudoso Texas.

Hoje, estou de volta com publicidade graças ao Guia Oficial dos Caminhos de Ferro de Portugal, de 1913, da autoria de Mendonça e Costa* & Amaral. Este guia de 199 páginas contem toda a informação dos comboios e horários, assim como imensa publicidade interessante.

Ora vejamos:







Tabela dos horários da Linha do Corgo - Régua - Vila Real - Vidago e vice-versa.


*Mendonça e Costa fundou e foi o primeiro director da Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha. Também fundou a Empreza de Anúncios nos Caminhos de Ferro. Produziu, igualmente, o Manual do Viajante em Portugal. Foi distinguido com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo.

Quero agradecer ao meu amigo Luís Gonçalves o envio deste documento, tão precioso. Um bem haja.



Um abraço e até breve...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Um trecho do golf de Vidago - 1943

Decorria o final de verão de 1943, 15 de Setembro mais precisamente, quando um aquista resolveu comprar um bilhete postal e enviá-lo ao seu amigo.

A escolha do seu bilhete postal seria fácil, um trecho do golf de Vidago. Sim, porque o seu amigo apaixonado e praticante de golf iria gostar, e também saberia que o seu amigo estaria a gostar destes ares transmontanos...



(bilhete postal da edição Foto Alves - Chaves - 15/09/1943)



Este amigo, residia na rua Augusta, Lisboa, de nome Humberto Pacheco, irmão mais velho do Eng. Duarte Pacheco. Após a morte da mãe em 1906 e do pai em 1914, Duarte Pacheco ficaria a cargo do irmão Humberto Pacheco que o preparou para o exame do 3º ano do Liceu de Faro, como aluno externo.

Um abraço e até breve... 

sábado, 16 de janeiro de 2016

A questão das Águas de Vidago - 1914

Publico, hoje, uma notícia que saiu na edição de 11 de Maio de 1914, no jornal "A Capital". 






Um abraço e até breve...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Bilhete Postal - 6 em 1

Ano novo, bilhete postal novo!

E para começar o ano, nada menos, que um postal com seis ilustrações de Vidago e Chaves.


(bilhete postal da edição VM&PS - não circulado)


Legenda:
Piscina do Palace Hotel / Vidago Palace Hotel / Lago do parque de Vidago / "Chalet" dos correios de Vidago / Chaves, ponte romana sobre o rio Tâmega / Campo de golf de Vidago


Em Janeiro, um porco ao sol e outro ao fumeiro!


Um abraço e um excelente 2016...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia de Reis

Hoje, dia 6 de Janeiro, celebra-se o Dia de Reis, também conhecido como festa da Epifania.

Esta celebração católica está associada à tradição natalícia, que diz que três reis magos do oriente, visitaram o Menino Jesus na noite de 5 para 6 de Janeiro, depois de serem guiados por uma estrela. Os três reis magos chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, ouro, incenso e mirra.

O Vidaguense Manuel Joaquim Pereira, no seu livro “Cem anos de história e progresso de um povo (Vidago)”, na página 115, descreveu esta celebração:

Dia de Reis

Havia, nesta terra, entre tantas recordações e costumes, a tradição do canto dos Reis. O povo tinha por hábito ir cantar os Reis à porta das pessoas mais abastadas, na véspera do dia de Reis, à noite, e não se deitavam, porque tinham os “agarrelas” a cantarem-lhes às portas, entoando cânticos dos Reis e outros versos de felicitações, e, quer rimassem quer não, lá lhes davam as boas-festas, traduzidas na oferta de bebidas, dinheiro, castanhas, nozes e figos secos. No rancho havia um encarregado do saco, que levava tudo o que dessem. Na realidade, diziam em coro: “Estimamos boas-festas” Respondia o visitado: “Adeus, até para o ano”. Daí, o grupo seguia para outra casa. E assim sucessivamente, andando parte da noite a percorrer a zona.
No dia seguinte, dia de Reis, era a vez dos mais pequenos irem às casas das mesmas pessoas das as boas-festas, transportando também um saco para as recompensas que lhe davam: nozes, castanhas e figos secos. E lá iam todos contentes.
Esta tradição não fazia mal a ninguém, antes pelo contrário, e pena que se tivesse perdido.



Ilustração de Cruz Caldas enquanto empregado, litógrafo maquetista, na Empresa do Bolhão, no Porto.

Um abraço e até breve...

domingo, 20 de dezembro de 2015

Comércio local de Vidago - 1949

Em 1949, este poderia ser o slogan desta semana: 
"No Natal, em Vidago, faça as suas compras no comércio local"













Anúncios retirados da publicação "Almanaque de Chaves - 1949"



Um abraço e boas compras...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Calendário - Dezembro 1958

Em Dezembro vinho, azeite e amigo sempre do mais antigo.

Em Dezembro descansar para em Janeiro trabalhar.

Em Dezembro corta lenha e dorme.

Em Dezembro ande o frio por onde andar, pelo Natal há-de chegar.


(calendário de parede de 1958 - Folha de Dezembro com ilustração da cidade de Vila Real)


Um abraço e até breve...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Feliz Natal!



Feliz Natal - Merry Christmas - Frohe Weihnachten - Joyeux Noël
Feliz Navidad - God Jul - Buon Natale 

domingo, 22 de novembro de 2015

Publicidade - VM&PS


De volta à publicidade com um desdobrável da VM&PS, elaborado na gráfica "Bolhão - Porto".







Um abraço e até breve...

segunda-feira, 26 de outubro de 2015


O São Simão em Vidago

Celebra-se no próximo dia 28 do corrente mês de Outubro o dia de São Simão. São muitas as localidades do nosso país em que a efeméride é aproveitada para a realização das designadas feiras anuais de São Simão.
Naquela data, também em Vidago, se leva a efeito esta típica e secular feira. Noutros tempos, essencialmente na primeira metade do século anterior, o São Simão em Vidago revestia-se de considerável protagonismo regional dadas as específicas características da mesma. 

Eram tempos em que as trocas comerciais, nomeadamente de índole agrícola, assumiam enorme riqueza e diversidade de produtos. Os camponeses de toda a região viam na feira uma das grandes oportunidades anuais de transacionarem os seus produtos. O São Simão coincide com uma época do ano em que as colheitas estão praticamente efectuadas. Principalmente as nozes, as castanhas, o vinho, a jeropiga, as batatas, o milho e o centeio aguardavam, nesta altura, no celeiro dos agricultores a oportunidade de lhes trazer alguns proventos por forma a providenciarem a compra das sementes para a época que se aproximava e outros bens.

Deve ser realçada a característica muito peculiar de que se revestia a relação dos produtores da região com o comércio local: no dia de feira de São Simão os lavradores, após a venda dos seus produtos liquidavam no comércio da vila as dívidas contraídas ao longo do ano. Nesse mesmo dia começavam a adquirir outros bens que seriam pagos na feira do ano seguinte e assim sucessivamente. Era  a altura propícia, também, para a renovação do vestuário e calçado para toda a família.

Em Vidago, o evento foi pujante em muitas décadas do século anterior. Era uma autêntica romaria que conferia à vila fama e vitalidade regionais consideráveis. Na Estrada Nacional 2, e em frente à fachada do Grande Hotel, barracas de louça de barro vermelho exibiam cornetas, ocarinas e pífaros que faziam as delícias de gente de todas as idades. Naquele tempo, a carismática figura de “Raimundo da Bernardina” era solicitada a dar o aval, antes da compra, da performance do instrumento. Também a “Tia, Alice Padeira” vendia castanhas e jeropiga que confortavam o estômago e alentavam a alma! Na feira aparecia, também, um curioso e musculado exercício físico que consistia em empurrar um carrinho de ferro que, fortemente impulsionado pelo braço humano, subia até provocar o rebentamento de uma bomba!

Noutros tempos, o São Simão entrava pela noite dentro! As castanhas, o vinho e a jeropiga (tão característica desta época do ano) conferiam aos folgazões uma vontade inquebrantável de retardar, o mais possível, o retorno ao lar!

Nos tempos que passam constata-se alguma descaracterização do que foi a secular feira de São Simão em Vidago. A agricultura perdeu a preponderância de outros tempos na vida económica e social de toda a região. O comércio local abandonou as práticas ancestrais de relacionamento com os seus consumidores. Os divertimentos actuais de animação da feira pouco têm a ver com a tradicional popularidade da mesma. Hoje, os produtos transaccionados são comuns aos que encontramos em qualquer superfície comercial dos tempos modernos.

Com alguma nostalgia podemos afirmar que, apenas o sol (mais raro, mas sempre quente e belo nesta altura do ano), pode alegrar e animar um pouco a feira do São Simão em Vidago.

Floripo Salvador
Outubro 2015


(bilhete postal da edição da casa de fazendas e mercearia de António Fraga-Vidago) 



A Capela de São Simão foi mandada construir em 1802 pelo povo e foi até 1942 o primeiro local de culto de Vidago.

Um provérbio para me despedir desta crónica "No dia de S. Simão, quem não faz magusto não é bom cristão."