Volto com outra fotografia do turista que visitou Vidago na década de 50 do século passado. O que terá sentido este turista quando olhou pela objectiva e viu esta vista de Vidago e do Vale da Ribeira de Oura?
Estávamos na década de 50 do século passado, quando um turista de visita a Vidago resolve registar os seus passeios através da sua máquina fotográfica.
Quis o destino que parte destas películas viessem parar às minhas mãos e em bom estado de conservação.
Vou começar por publicar a fotografia da Torre do Coto. Como já referi em post anterior, a Torre do Coto foi inaugurada no dia 4 de Agosto de 1957 e nesta imagem é possível vermos a Torre ainda em fase de construção. Esta obra levou 15 anos a construir, custou 30.000$00 (150 euros) e o relógio electrificado 11.000$00 (55 euros).
A história do Rally Alto Tâmega está recheada de bons momentos, protagonizados por grandes pilotos nacionais, carregados de talentos, com estilos de condução diferentes. Vários deles ficaram para o todo sempre relembrados, uns pelos seus títulos conquistados, outros pelas boas recordações que nos deixaram para sempre. Mas há sempre aqueles que nos marcam mais, que marcaram uma região ou a história deste Rally. E é desses que o post de hoje vai recordar, António Salvador (Toninho d´Oura) e o flaviense José Fernandes.
Para o efeito publico um pequeno video com imagens do Rally Alto Tâmega de 1989 e de 1990, realizado pelo fotografo Manuel Freitas.
(Video disponível em www.youtube.com)
Na prova de 1990, o António Salvador e o seu navegador João Almeida terminariam a prova em 6º lugar ao volante de um Toyota Corolla GT, o melhor resultado neste Rally. José Fernandes com o seu navegador José Artur terminariam no 23º lugar, também, ao volante de um Toyota Corolla GT. Apesar dos resultados não terem sido sempre os desejados por estes dois pilotos, para nós eram sempre um orgulho vê-los andar nas nossas estradas, independentemente, das suas classificações finais. Um abraço e até breve...
Hoje, Dia Mundial da Poesia, celebra-se a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. A data visa fazer uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa.
O blog "Meu Vidago" para comemorar esta data publica dois poemas.
Trás-os-Montes Espinhaço virgem partido em grito Gerando vales na contração Do parto... Não sobejou pão, nem lição À boca áspera Em ti me embrenho Me perco e me encontro Me enterro... soterro... Sempre respirando Meu veneno... Que me cobres de granito Donde brota sal Paulo Santos Agosto 2014 Soneto à Torre do Coto (Vidago) Aqui me sento, Daqui me deleito, Encostado a ti sinto o vento Que empurra tudo sem jeito!
Deste sítio estendo o olhar, À paisagem que amo, E o pensamento faz-me sonhar Pousado na ponta dum ramo! Aos deuses peço protecção Para a natureza que observo Sem ela, choraria meu coração! Mas a divindade será generosa, E neste tempo que me resta Vê-la-ei sempre formosa!
Como já referi num post anterior, o hotel do Parque começou por ser uma pensão – Pensão do Parque. A sua abertura ter-se-ia dado por volta do ano de 1934/1935 e o seu primeiro dono foi o Sr. Francisco Dias, natural de Guimarães. Este senhor terá vindo para Vidago e antes de ser o dono da pensão, teria sido fiscal da "Empreza das Águas"
Por volta do ano de 1948, e depois de obras de remodelação, esta pensão passa a hotel de 1 estrela. Esta remodelação terá custado no total 439.264$00 escudos (+-2.200 euros), conforme o orçamento cuja a cópia tenho em meu poder. O prazo para a execução completa das obras a que se refere o projecto foi de 400 dias. Caso este prazo fosse excedido sem razão justificada, o empreiteiro pagaria 100 escudos (+-0,50 euros) por cada dia que excedesse o referido prazo.
Durante alguns anos e até 1987 a gestão do hotel ficou a cargo do Eng. Alberto dias e sua irmã Fernanda Dias, ambos herdeiros de Francisco Dias.
E tudo começou com esta pequena pensão...
(bilhete postal feito em Chaves na Foto Alves - não circulou)
Francisco Dias, com a sua visão empreendedora, decide transformar a sua pensão em hotel. Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce. (Fernando Pessoa)
(bilhete postal de edição desconhecida - 22/07/1955)
Sr. Francisco Dias faleceu em 6 de Julho de 1961 e está sepultado no cemitério de Vidago. Agradeço ao meu amigo João Lisboa, neto de Francisco Dias, o envio da fotografia do seu avô. Um bem haja! Um abraço e até breve...
Voltamos aos artigos de publicidade e desta vez com "Água Campilho".
Sinceramente não sei a utilidade desta peça em papel, utilizada numa feira em 1954. Se alguém souber agradeço a informação! Nota: Graças ao meu amigo Carlos Caria, fiquei a saber que é um copo descartável e que depois de usá-lo, bastava sacudir para retirar alguma gota de água e assim, poder voltar a utilizá-lo mais tarde.
No Dia 8 de Março de 1857, morreram aproximadamente 130 mulheres carbonizadas, quando foram trancadas na fábrica de tecelagem, em Nova York, onde trabalhavam, por estarem em greve. Em homenagem a estas mulheres, em 1910, declarou-se o dia 8 de Março como o “Dia Internacional da Mulher”.
Esboço a lápis para calendário de parede da Empresa Vidago Melgaço & Pedras Salgadas, alusivo aos trajes tradicionais femininos, representando uma mulher do Algarve. Ilustração de Cruz Caldas enquanto empregado, litógrafo maquetista, na Empresa do Bolhão, no Porto.
Hoje, estou de volta com publicidade graças ao Guia Oficial dos Caminhos de Ferro de Portugal, de 1913, da autoria de Mendonça e Costa* & Amaral. Este guia de 199 páginas contem toda a informação dos comboios e horários, assim como imensa publicidade interessante.
Ora vejamos:
Tabela dos horários da Linha do Corgo - Régua - Vila Real - Vidago e vice-versa.
*Mendonça e Costa fundou e foi o primeiro director da Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha. Também fundou a Empreza de Anúncios nos Caminhos de Ferro. Produziu, igualmente, o Manual do Viajante em Portugal. Foi distinguido com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo.
Quero agradecer ao meu amigo Luís Gonçalves o envio deste documento, tão precioso. Um bem haja.