segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Almanaque de Vidago para 1909 (1)

Mais uma publicação rara, trata-se do "Almanach de Vidago para 1909", da Empreza de Águas de Vidago, editado pela tipografia "A Editora" - 1908 (Lisboa).

Neste primeiro post sobre este Almanaque (do árabe al-manākh) vou publicar as páginas dos 12 meses do ano.













Para além destas imagens publicarei mais dentro de dias!

Um abraço e até breve...

domingo, 16 de outubro de 2016

Empresa "Transportes São Cristóvão"

Muitos de vocês se recordam dos camiões que, diariamente, transportavam as Águas de Vidago para sul do país. Uma dessas empresas foi a antiga "Transportes São Cristóvão", com sede na Lixa (concelho de Felgueiras), que durante vários anos foi responsável por transportar estas águas para pontos de distribuição. 
Lembro-me que no verão os camiões faziam fila de espera à entrada da antiga fábrica de engarrafamento e enquanto não chegava a sua vez, o motorista lá ia tirando uma soneca! Depois de carregado lá seguia ele pela EN 2 até Vila Pouca de Aguiar para depois seguir, a partir da EN 206, até ao Alto da Lixa, sempre muito atento para não deixar cair a carga numa das curvas, como algumas vezes acontecia!



(fotografia cedida por Sérgio Ribeiro, neto do fundador da "Transportes São Cristóvão", Sr. Matias)




Um abraço e até breve...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Hotel Vidago Palace - 106 anos!

Parabéns ao hotel Vidago Palace pelos seus 106 anos!


(Fotografia de Júlio Silva - agosto´16)


E como hoje é dia de festa, vamos até ao salão nobre porque o baile já começou!
(Fotografia do Vidago Palace Hotel - autor desconhecido


Um abraço e até breve...

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Estação Ferroviária de Vidago - 1935

Alguns comboios são como os humanos, partem e não voltam.


(Bilhete postal da edição de Germano A. Costa - Vidago - 28/11/1935)

Um abraço e até breve...

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vidago Palace Hotel - 1935

Como há muito tempo que não publico uma imagem do nosso ex-libris, o Vidago Palace Hotel, e para encerrar o verão de 2016, deixo-vos aqui uma fotografia de Setembro de 1935.

(fotografia original)

Um pequeno provérbio "Logo que o Outono venha, procura a lenha".

Um abraço e até breve...

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Cimo da Rua da Ermida - 1950

Num dia em que muito se fala sobre a rua da Ermida, fica aqui o registo fotográfico, de 1950, feito no cimo dessa rua. As casas são aquelas que ficam situadas a norte da vila.


(fotografia original - película "Gaveart")

Um abraço e até breve...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Hóspedes - hotel Avenida


Grupo de hóspedes do antigo hotel Avenida durante o torneio de jogo do "Golfinho" promovido por esse hotel, em 15/09/1960. 


Um abraço e até breve...

sábado, 10 de setembro de 2016

Paliteiro - VM&PS



(Paliteiro da antiga fábrica Sacavém - Portugal)

Paliteiro de porcelana moldada em forma de prisma triangular, ostentando publicidade, aplicada sobre o vidrado, à empresa Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas.

Esta peça foi-me oferecida pelo meu amigo António Rodrigues, a quem, mais uma vez, agradeço esta prendinha!

Um abraço e até breve...

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Série "Vidago Palace" - Arranque das filmagens

Na próxima 3ª feira, dia 13 de Setembro, arrancam as inscrições para figurantes da série "Vidago Palace", do meu amigo realizador  Henrique Oliveira. A série de 6 episódios será transmitida na RTP, em 2017.
A organização e selecção do casting cabe à empresa Valente Produções, Lda..

Participe!


(anúncio da responsabilidade da empresa Valente Produções, Lda.)



Vidago na escolha de grandes realizadores portugueses!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016


FÉRIAS DUM JORNALISTA

Hoje estou a pensar num livro escrito em 1943, pelo jornalista João Paulo Freire (Mário). O meu amigo, Dr. Júlio Silva, colecionador apaixonado por tudo quanto alude a Vidago e à região que circunda esta vila termal e, também, responsável pelo blog "MEU VIDAGO", fez chegar às minhas mãos esta verdadeira relíquia. O autor do livro compilou, de forma isenta e cativante umas quantas histórias verídicas relativas a esta região, num tempo bem longínquo (eu nasceria apenas cinco anos depois desta obra ser publicada). FÉRIAS DUM JORNALISTA é um excelente trabalho de pesquisa das diversas facetas que caracterizavam Vidago e seus arredores na década de quarenta do século passado.
O seu trabalho recorda os campeonatos internacionais que, já nesse tempo, se disputavam no Campo de Golfe de Vidago e faz referência à higiene, salubridade e exercício físico, ao ar livre, que a modalidade permite.
Evoca Artur Patrício, fotógrafo e alfarrabista que deu a Vidago muito do seu trabalho e amor. Recorda o génio desta arrebatadora figura que encenava peças teatrais às quais emprestava a sua única figura física como intérprete.
Fala-nos da Praia Fluvial de Vidago e enaltece a sua privilegiada localização. Evidencia-a como um encanto de bom gosto, uma nesga de civilização e um oásis entre paisagens agressivas. Recorda a sua represa, os barquitos de recreio, o salão de chá e uma esplanada encantadora.
O autor sentia um particular carinho por toda a zona de Salus. O Hotel do Golfe era o seu preferido, assim como a respectiva Fonte. Dizia mesmo que quando se desse a atenção a este espaço que se deu a Pedras e Vidago, Salus emergiria pujante.
O livro fala-nos da aldeia de Oura, das suas ruas tortuosas, de casas do século XVIII e de uma sua capela do Cruzeiro. Relata-nos passagens da sua visita à aldeia de Vila Verde e da forma descuidada em que (segundo ele) se encontrava o cemitério local, naquele tempo. Descreve algumas casas apalaçadas e recorda uma com brasão. Evoca a figura do lavrador, Vidal, e da sua produção agrícola, não esquecendo o delicioso melão e o suculento presunto que se comia em sua casa. De Vidago fala-nos do Hotel do Golfe e do seu amigo, Manuel Dias, então director daquela unidade hoteleira. Recorda o lago existente do hotel mas, com muita pena sua, sem peixes que lhe dessem mais vida. Também de Costa Pinto, advogado de Vila Pouca de Aguiar e da conhecida figura do parlamentar, Nicolau Mesquita, nas Pedras Salgadas. Recorda as caminhadas que ambos faziam subindo a serra que dá para a Freixeda e lembra os montanheses que por ali viviam e trabalhavam em situações adversas. Recorda a penosa, mas paisagisticamente bela, viagem de comboio a partir da Régua, para Pedras Salgadas, Vidago e Chaves e descreve os apeadeiros de Oura, Salus e Campilho com algum pormenor, não esquecendo os frequentes incumprimentos dos horários dos comboios da Linha do Corgo, naquela altura. Faz indispensáveis comparações entre as termas de Pedras Salgadas e de Vidago, de então. Comenta o funcionamento do Casino das Pedras Salgadas.
Por último descreve-nos a importância das águas termais de Vidago e Pedras Salgadas no domínio da saúde pública. Revela as especificidades de cada fonte neste domínio, no que concerne às necessidades da infinidade de enfermidades. 
Enfim, ler FÉRIAS DUM JORNALISTA é uma espécie de romagem de saudade a uma estância termal cosmopolita da primeira metade do Século XX. É percorrermos recantos aprazíveis que o desenvolvimento sacrificou. Ao lermos o que este homem escreveu sobre Vidago e arredores sentimos uma certa nostalgia. Porém, conforta-nos o facto de sabermos que não é indispensável ser-se biologicamente vidaguense para que se sinta uma inexplicável paixão por esta terra e sua vizinhança. João Paulo Freire (Mário) foi prova disso mesmo.
Se o leitor desta crónica sente por Vidago o amor que aquele jornalista dizia sentir, procure num qualquer alfarrabista esta obra arrebatadora que narra histórias pitorescas sobre a Estância Termal de Vidago. Não se arrependerá, julgo.




Floripo Salvador
Setembro 2016