
Breve história da Água Campilho:
Joaquim dos Santos e Silva procedeu à análise desta nascente em 1884. No seu relatório faz a descrição da nascente, do processo seguido para a análise química e junta um texto do médico Raymundo da Silva Mota sobre as qualidades terapêuticas desta água. Este clínico a propósito da comercialização das águas minerais portuguesas fez o seguinte comentário: “Difícil seria encontrar numa farmácia portuguesa uma água mineral do nosso País, mas era vulgar encontrarem-se diversas águas estrangeiras, mais ou menos apregoada pela moda, ou recomendadas pelas suas virtudes. “ (Cit. Acciaiuoli, 1944, IV,90).
A descrição das nascentes e da sua exploração em “Águas e Termas Portuguesas” (1918), era a seguinte: “São diversas as nascentes, diversas as denominações especiais e diversas a s empresas que exploram as águas de Vidago. Uma destas nascentes é a de Campilho, na quinta de Revolar, da freguesia de Arcossó, pertencente ao concelho de Chaves. Esta nascente foi descoberta por acaso em 1882, pelo Sr. Augusto Morais Campilho, ao tempo dono da quinta aludida, de cujo apelido saiu a denominação da água, a qual todavia só começou a ser explorada em 1897 pelo Sr. Cândido Sotto-Mayor, que a seu tempo adquiriu a quinta e a nascente, mandando ali construir uma esmerada e luxuosa edificação que assenta sobre a própria fonte.
A família Sotto-Mayor é oriunda desta região, a água de Campilho foi o seu primeiro interesse por águas minerais, mais tarde tentaram a exploração das Caldas de Chaves, em 1912, com um projecto de uma construção termal, e em 1948 quando conseguiu mesmo a concessão destas caldas, construído a buvete ainda existente e um balneário provisório, essa concessão seria readquirida pela Câmara de Chaves em 1962. Campilho foi a única nascente que se conservou ligada ao grupo representado pelo Banco Pinto e Sotto Mayor.
No final da década de 90 (séc.XX) as Águas de Campilho passaram para Sociedade das Águas de Pisões Moura, S.A., e depois para a Nestlé Waters Portugal. Posteriormente este grupo foi adquirido pela Água Fastio, S.A., actual exploradora desta nascente.
Uma antiga garrafa da Campilho:
(garrafa pirogravada de 1951)
Rótulo e autocolante:
(Rótulo de garrafa de 250 cm3)
(Água Campilho - Levíssima)
Laranjada de Vidago:

Em tempos existiu uma laranjada "Laranjada de Vidago" a qual era fabricada na Fonte Campilho, pela empresa Refrigerantes Vidago, Lda.. Muitos de vocês se recordaram desta laranjada, eu, pessoalmente, só sei da sua existência através de pessoas mais velhas e através desta linda garrafa.
(garrafa da extinta "Laranjada de Vidago" - ano +/- 1940)