quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Rua do Cabo | Vidago 1917

De volta aos bilhetes postais, vamos pela antiga rua do Cabo, hoje rua General Sousa Machado.



(Edição de Francisco Costa | Vidago)





Um abraço e até breve...

sábado, 7 de janeiro de 2023

Comboio | Texas | Vidago Maio de 1977

Para começar este novo ano de 2023, recordamos o meio de transporte, o comboio. O comboio que batizamos como "O Texas".


Maio de 1977 | Estação de Vidago


(fotografia de Lou Johnson)


(fotografia de Lou Johnson)



Um abraço e até breve....

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Clichés de Carlos Pereira Cardoso | Ribeira de Oura 1908

Para terminar o ano de 2022, publico 10 imagens de 1908 de um antigo fotógrafo, Carlos Pereira Cardoso, cujo o seu estúdio se localizava na Foz do Douro.



Oura









Vidago








Arcossó



A partir de 1905, Carlos Pereira Cardoso começa a editar os postais “Estrela Vermelha”. No conjunto de séries produzidas destaca-se a enorme qualidade dos clichés, que captam cenas únicas da cultura portuguesa, e a imensa quantidade de postais produzidos, incluindo de Vidago.




Um abraço e até 2023...

domingo, 2 de outubro de 2022

Antigo Presidente da República Óscar Carmona pela Praia de Vidago | Set 1929

Dois registos fotográficos da passagem do antigo Presidente da República Óscar Carmona pela Praia de Vidago, no ano de 1929.







António Óscar de Fragoso Carmona nasceu em Lisboa, a 24 de novembro de 1869, o segundo dos cinco filhos de Maria Inês Côrte-Real de Melo Fragoso (1842-1906), natural de Montemor-o-Novo, e de Inácio Maria Machado de Morais Carmona (1829-1903), natural de Chaves. Foi nesta cidade que passou parte da infância e completou o ensino primário. Filho e neto de generais do Exército, seguiu a tradição militar, ingressando no Colégio Militar, em 1882. Frequentou, depois, durante dois anos, a Escola Politécnica de Lisboa, e em 1890 entrou para a Escola do Exército, optando pela Cavalaria.


Terminado o Curso de Cavalaria, foi colocado na Escola Prática de Equitação, em Vila Viçosa.  Em 1894, já alferes, foi destacado para o Regimento de Cavalaria nº 6, em Chaves, e em 1907 fez o tirocínio para a promoção ao posto de capitão, ficando colocado na Escola Prática de Cavalaria, em Torres Novas. Aderiu à Maçonaria em Chaves, antes da implantação da República, sem progredir além do grau de aprendiz, acabando por abandonar a organização, em data incerta. Em outubro de 1910, cinco dias após a implantação da República, foi nomeado vogal da Comissão de Reorganização do Exército, e em 1913 assumiu funções como instrutor da Escola Central de Oficiais, em Mafra.

Em 1914, casou-se, em Lisboa, com Maria do Carmo Ferreira da Silva (1878-1956), natural de Chaves, formalizando uma união e relação conjugal que durava há vários anos e da qual haviam já nascido os três filhos do casal: Cesaltina (1897-1985); António (1900-1994) e Maria Inês (1903-2002). Naquela época, estava longe de ser uma situação habitual, nomeadamente em famílias tradicionais e conservadoras como a de Óscar Carmona.

A carreira militar de Óscar Carmona prosseguiu sem percalços: tenente, em 1899; capitão, em 1907; tenente-coronel, em 1916; coronel, em 1919; general, em 1922, e marechal, em 1947.

Ainda que tenha defendido o ideal republicano desde cedo, Óscar Carmona cultivou, durante a I República, a imagem de alguém que estava acima da política, atitude que acabaria por facilitar o seu relacionamento e contactos com as diferentes fações políticas e militares desavindas. A sua primeira posição política de relevo foi como secretário do ministro da Guerra no Governo de Pimenta de Castro, em 1915, tendo sido preso na sequência da queda do governo, embora por pouco tempo. No ano seguinte, assumiu o comando do Regimento de Cavalaria n.º 2, em Lisboa, com a patente de tenente-coronel.

O apoio a Sidónio Pais valeu-lhe a nomeação para comandante da Escola Prática de Cavalaria, em Torres Novas (1918-1922). A promoção a general e a chefia da 4.ª Divisão Militar, em Évora, em 1922, abriram caminho para que se tornasse um nome consensual e uma peça-chave na transição da Ditadura Militar para o Estado Novo.

Ministro da Guerra no Governo de António Ginestal Machado, em 1923, um governo de direita republicana, Carmona foi presidente do 2.º Tribunal Militar Territorial, em 1924, e promotor de Justiça nos julgamentos dos militares implicados na revolta de 18 de abril de 1925, que muitos consideram o «ensaio geral» do 28 de Maio de 1926. Ficou célebre a frase que proferiu em tribunal: «A Pátria doente manda acusar e julgar neste tribunal os seus filhos mais diletos!» que invertia os papéis e colocava no banco dos réus o regime republicano. A sua atitude custar-lhe-ia a chefia da 4.ª Divisão Militar, recuperando o comando dias depois, no decurso do golpe militar do 28 de Maio de 1926.

Abordado inicialmente por José Mendes Cabeçadas Júnior para integrar o movimento militar de 28 de Maio, Carmona não aderiu de imediato, aguardando pelo sinal do grupo de João Sinel de Cordes, que apenas viria no dia 30. Tornou-se, ao lado de Mendes Cabeçadas e de Manuel Gomes da Costa, um dos elementos do triunvirato que saiu vitorioso da revolta.

Antes de exercer as funções de Chefe do Estado, assumiu, durante o mês de junho, a pasta dos Negócios Estrangeiros, tendo como principal missão assegurar o reconhecimento internacional da Ditadura Militar, no Governo liderado por Gomes da Costa. Derrubado este, assumiu, a 9 de julho, a pasta da Guerra e a presidência do Ministério.

Fonte in Museu da Presidência da República





Um abraço e até breve...

domingo, 18 de setembro de 2022

Casa rural | Vidago 1909

Hoje, fui até à Rua Gen. Sousa Machado para verificar as alterações que uma casa do início do século XX sofreu, e confesso que gostava mais da varanda da casa antiga.


(Casa rural | Vidago | 1909) 



(Setembro 2022)




Um abraço e até breve...

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Apeadeiro Salus | 1977

O mês de Setembro marca o regresso às publicações das  memórias do Vidago!



(Comboio vindo de Vila Real a caminho da estação de Chaves | 1977)

 

Saí do comboio,

Saí do comboio,
Disse adeus ao companheiro de viagem
Tínhamos estado dezoito horas juntos...
A conversa agradável
A fraternidade da viagem.
Tive pena de sair do comboio, de o deixar.
Amigo casual cujo nome nunca soube.
Meus olhos, senti-os, marejaram-se de lágrimas...
Toda despedida é uma morte...
Sim toda despedida é uma morte.
Nós no comboio a que chamamos a vida
Somos todos casuais uns para os outros,
E temos todos pena quando por fim desembarcamos.

Tudo que é humano me comove porque sou homem.
Tudo me comove porque tenho,
Não uma semelhança com ideias ou doutrinas,
Mas a vasta fraternidade com a humanidade verdadeira.

A criada que saiu com pena
A chorar de saudade
Da casa onde a não tratavam muito bem...

Tudo isso é no meu coração a morte e a tristeza do mundo.
Tudo isso vive, porque morre, dentro do meu coração.

E o meu coração é um pouco maior que o universo inteiro.

Álvaro de Campos




Um abraço e até breve..

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

A Escola Agrícola de Vidago | 1913

Esta será a última publicação antes de partir de férias, com regresso em Setembro.

O artigo de hoje, da Revista Ilustração Portuguesa, fala-nos da Escola Agrícola de Vidago, mais propriamente da sua inauguração ocorrida em Setembro de 1913.

 

(artigo publicado na Revista Ilustração Portuguesa | Edição de 1913)


Texto do artigo:

"Inaugurou-se em Vidago a Escola móvel profissional Alves Teixeira, tendo comparecido à cerimónia os agricultores da região.

A escola é custeada por um legado de 4 mil escudos que o falecido capitalista Alves Teixeira, destinou para tal fim desejando ser útil a toda essa parte da região transmontana.

O deputado Sr. A. Granjo, o diretor da escola, engenheiro agrónomo Sr. M. Pegado, o regente Sr. José Pedroso e os agricultores Srs. Lopes e Manuel da Costa mostraram claramente nos seus discursos a beleza material desse núcleo educativo." 

Legenda das imagens (de cima para baixo):

Imagem 1 - Vidago

Imagem 2 - uma rua de Vidago

Imagem 3 - o edifício da escola

Imagem 4 - o grande lago diante do hotel



Um abraço e até Setembro...

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Feira de Gado em Vidago | 1885

 No tempo em que se faziam feiras de gado em Vidago...


(gravura da Revista "Ilustração Portuguesa" | edição de 12 Outubro de 1885)



A feira de gado realizava-se onde hoje é o mercado de Vidago. A casa no centro da gravura é hoje o restaurante "Taska Quim Barbeiro".



Um abraço e até breve...

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Festa de N. Senhora da Saúde | Procissão

Entre os dias 4 e 8 de Agosto Vidago enche-se de música e animação para homenagear Nossa Senhora da Saúde. 

O ponto alto das festividades religiosas é no Domingo à tarde, dia de comemoração de Nossa Senhora da Saúde, com missa solene no Largo do Côto, e pelas 18h00 a majestosa procissão em sua honra.

Agora, recordemos uma das procissões. 













Um abraço e até breve...

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Uma nevada em Vidago

Para arrefecer um pouco dessas altas temperaturas que se têm feito sentir pela região e mesmo pelo país, nada melhor que uma fotografia de uma nevada!

(Em primeiro plano o mercado de Vidago)





Fico muito grato ao amigo, de longa data, João Machado pela cedência desta fotografia.


Um abraço e até breve...