terça-feira, 7 de setembro de 2021

Antigo Café Anabelle

O antigo Café Anabelle, como outros espalhados pelo país, foi, nos anos 80 do século passado, ao mesmo tempo lugar de estudo e de encontro, ponto de paragem obrigatório para grupos de jovens que dali partiam para discotecas, sessões de cinema e jogos de futebol.

Lembro-me muito bem do seu interior, onde predominava a madeira envernizada, o seu balcão em forma de L, e claro a sua esplanada que no verão estava sempre repleta de juventude! Tenho a certeza que muitos de vocês terão muitas histórias para contar sobre este mítico café.

(fotografia cedida por Tiago Borges)


(fotografia cedida por Tiago Borges)

Neste momento, no lugar do antigo Café Anabelle, está em funcionamento a Churrasqueira A Camponesa.


Um abraço e até breve...

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Volta a Portugal | Vidago 1935

Vidago recebe no Sábado a 9ª etapa / Boticas - Mondim de Basto (Sra. da Graça) da 82ª Volta a Portugal em bicicleta. É nos dias de hoje um dos eventos desportivos mais mediáticos do país, agregando ao seu redor milhares de populares que todos os anos encham as estradas nacionais. Um cenário que se vislumbra desde 1927, o ano em que tudo começou, o ano em que nasceu oficialmente a Volta a Portugal em Bicicleta.


Segundo o livro "A História do Ciclismo Português" de Gil Moreira, a 1ª Volta a Portugal, disputada entre 26 de Abril e 15 de Maio, passou pela vila e VidagoPela frente tinham 1958,5 quilómetros divididos por 18 etapas, com apenas dois dias de descanso já perto do final da prova, em Vidago e nas Caldas da Rainha. O grande vencedor foi o ciclista do Carcavelos, António Augusto Carvalho,  contabilizando um tempo total de 79.08,00 horas, à média de 24,2 km/hora.

Na 6ª edição da Volta, em 1935, Vidago voltaria a receber os ciclistas, conforme esta fotografia de arquivo do CPF-Centro Português de Fotografia. Esta passagem por Vidago, no dia 3 de Setembro, seria a 9ª etapa entre Pedras Salgadas e Guimarães, no total de 160,50 quilómetros. Esta 6ª edição seria ganha por César Luís da equipa "Leões Alentejanos".

(Ciclistas passando em frente ao Grande Hotel de Vidago | CPF)




Um abraço e boa volta...


sábado, 24 de julho de 2021

Antigo estabelecimento termal de Vidago | 1898

Estas 4 imagens, que hoje publico, são do antigo e primeiro estabelecimento termal de Vidago. São imagens do seu exterior e parte do seu interior, que datam de 1898.



O Pequeno Hotel, que a gravura acima reproduz, ficava instalado no edifício do estabelecimento hidroterapêutico, ocupando todo o andar superior. Era composto por quartos independentes e com janela, cujos os preços eram iguais aos de 2ª classe do Grande Hotel de Vidago. O serviço de mesa era feito em simultaneamente com o do Grande Hotel, no salão de jantar.


(ao fundo o Grande Hotel de Vidago, a esquerda o reservatório para banhos)









Estas instalações foram inauguradas aquando da abertura do Grande Hotel de Vidago (1874).



Um abraço e até breve...

terça-feira, 13 de julho de 2021

Verão, era na Praia de Vidago!

 Duas imagens que nos levam a outros verões.




(hóspedes do Vidago Palace hotel num almoço nas margens do rio Tâmega)




Um abraço e até breve...

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Antigos funcionários do Vidago Hotel Palace

De volta ao hotel Vidago Palace, recordemos antigos funcionários que, durante muitos anos, deram o seu melhor para que os serviços deste hotel fossem de elevada qualidade.

(Ao centro José Rodrigues "Carriço" porteiro do Vidago Hotel Palace)



Um abraço e até breve...

sábado, 20 de março de 2021

Chegada do comboio a Vidago | 111 anos

20 de Março de 1910, chegava a Vidago o comboio a vapor.

O novo meio de transporte, cada vez com mais adeptos, não só aproximava o campo das cidades como fomentava, mesmo que timidamente, um mercado nacional, enquanto se democratizava um pouco o lazer e o turismo permitindo um acesso crescente das famílias às praias e às termas.

Nas primeiras décadas do século XX a linha férrea expandia-se com a construção de ramais como a conclusão das linhas de Évora, de Portimão, do Sul, de Mora, do Sueste, da Beira Baixa e do Vale do Sado. Também no Norte muitas seriam as linhas que veriam o seu traçado aumentado. Foi o caso da do Corgo, com a abertura do troço entre a Régua e Vila Real, depois em 1907 até às Pedras Salgadas e em 1910 até Vidago. Em 1915, um ano antes de Portugal se ver directamente arrastado para a I Guerra Mundial, a rede ferroviária nacional estava praticamente concluída. E já a ninguém passava pela cabeça prescindir do comboio.

        
           
«A máquina a vapor é um dom
do céu, um instrumento de progresso legítimo (...)
Leva o agasalho e o conforto, a limpeza, a saúde,
às choupanas do povo, onde, sem ela, só habitaria
por séculos a miséria extrema»
Alexandre Herculano  




                    
«Sou tão entusiasta pelos caminhos
de ferro que, se fosse possível,
obrigaria todo o País a viajar de 
comboio durante seis meses»
Fontes Pereira de Melo


(planta do rés do chão e do 1º andar na antiga estação ferroviária de Vidago)




Por favor, um bilhete para Vidago!

sábado, 6 de março de 2021

O Adolfo “Pica-Pau”

Lindolfo Dinis Baralho de seu nome completo, apenas era conhecido por Adolfo ou simplesmente Dolfo, ou ainda Pica-Pau e Adolfo dos Bois. Nasceu em Vilarinho das Paranheiras, aqui bem perto de Vidago. Seu pai chamou-se João Baralho e o Adolfo teve ainda mais dois irmãos – O Modesto e o Rosinha. Os três filhos de João Baralho nasceram com  acentuada deficiência mental a que não será estranha, ao que consta, estreita consanguinidade dos seus progenitores.

(Adolfo e os bois na rua Gen. Sousa Machado)


Quando tinha vinte e tal anos,  Adolfo veio para Vidago. João Custódio possuía uma propriedade em frente ao antigo tanque na Estrada Nacional Nº.2, perto do entroncamento para Boticas, designada por Brinhosa. De modo informal, João Custódio convidou o Adolfo a ir trabalhar para casa da sua família. Nessa altura, os sete filhos de Domingos Ferreira e Generosa, eram todos solteiros. No seio desta família, o Adolfo haveria de ficar para sempre. Assistiu ao casamento de Alice Ferreira e partilhou a criação dos seus cinco filhos com um amor e dedicação muito fortes.

As suas acentuadas limitações mentais, contrastavam com o sua pujança física. Muito desajeitado no amanho agrícola, víamo-lo feliz naquilo que talvez melhor sabia executar: de aguilhada na mão guiando os carros puxados pelos possantes e pachorrentos bois dos Custódios, estrada fora, a caminho dos campos.

Provavelmente, guiou os últimos carros de bois que se ouviram chiar em Vidago! Releve-se uma atitude muito peculiar do comportamento do humilde Adolfo:  frequentemente, regressava do campo, carregando pesado molho de milho ou de qualquer outro alimento para os animais, a fim de estes serem pensados de noite. Num qualquer ponto da vila, parava, indiferente à carga que o fustigava. Se alguém lhe perguntava das razões de estar ali especado, o Adolfo, invariavelmente, respondia: estou a descansar!

in Memórias de Vidago de Floripo Salvador | 2004


Adolfo nasceu em Vilarinho das Paranheiras a 4 de Maio de 1918 e faleceu em Vidago, a 15 de Setembro de 1991, com 73 anos. O seu corpo encontra-se sepultado no cemitério de Vidago.



Um abraço e até breve.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Ponte sobre o rio Tâmega | 1898

A ponte sobre o rio Tâmega, inaugurada em 1885, faz parte da estrada nacional nº 311 que liga Vidago a Boticas.

Em 1893 o percurso entre Vidago e este recanto era percorrido de carruagem, em 20 minutos, e o preço era de 1.200 réis, ida e volta. Nesta altura, a ponte fazia parte da projectada estrada para Boticas, cuja construção terminava pouco depois dela.


(imagem de 1898)




Um abraço e até breve.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

O coreto de Vidago

Vidago possui um coreto que, infelizmente, não é usado. Hoje, está localizado no parque do Vidago Palace mas antes de ser "levado" para o parque, o mesmo estava situado no início da Rua Alves Teixeira. Não sei o porquê desta mudança, se houve um acordo entre a antiga empresa das Águas de Vidago e o povo vidaguense, ou simplesmente a empresa apoderou-se dele. Só sei que essa transferência não foi bem aceite pela população vidaguense, por restringir o seu acesso.


(Rua Alves Teixeira | imagem de 1898)




(Parque do Vidago Palace | fotografia de M. Teresa de Lacerda | 2016)


Um abraço e até breve.