quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Fonte Campilho | Fotografia inédita

De volta à Fonte Campilho...



(Fotografia de Foto Alves - Chaves | sem data)




Um abraço e até breve...

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Vidago na CARTOGAYA 2019

Cartogaya 2019 - Exposição de Postais Ilustrados 19 a 31 de Julho



O Clube de Coleccionadores de Gaia e o blog "Meu Vidago" de Júlio Silva têm o prazer de convidá-la(o) para a inauguração da Exposição de Postais Ilustrados “Cartogaya 2019”, dia 19 de Julho, às 17h00, na Biblioteca Pública Municipal de Gaia, Rua de Angola (Estação do Metro João de Deus, junto ao “El Corte Inglês”). 
A inauguração contará com a presença dos CTT (com marca do dia, selo personalizado e postal máximo).


A exposição, com entrada livre, ficará patente até dia 31 de Julho de 2019, no seguinte horário:
  • Inauguração 19 de Julho: 17h00 (com a presença dos CTT)
  • Segunda a Sexta: 10h00 às 19h00
  • Sábado: 10h00 às 12h30

Esta exposição de cartofilia é organizada pelo Clube de Coleccionadores de Gaia, conta com os apoios do Município de Vila Nova de Gaia, Biblioteca Municipal de Gaia e CTT-Correios de Portugal, S.A.. A vila termal de Vidago estará presente com uma exposição de 180 bilhetes postais.

Agradeço a todos os elementos da Direcção do Clube de Coleccionadores de Gaia, por mais uma vez, ter a oportunidade de mostrar Vidago de outras épocas.


A não perder...

terça-feira, 25 de junho de 2019

Locomotiva a vapor E205 | Linha do Corgo

A locomotiva a vapor de via estreita CP E205, foi construída pela empresa alemã Henschel & Sohn em 1913, e durante muitos anos subiu e desceu as serras transmontanas (ex linha do Corgo), trazendo e levando pessoas.

(Julho de 1974 – Comboio regional rebocado pela locomotiva a vapor CP E205 na estação de Vidago | Foto de Werner Hardmeier)




Mas, infelizmente, reformou-se na estação da Régua e por ali passou alguns anos até que a CP – Comboios de Portugal, EPE ofereceu-a ao museu Vasco del Ferrocarril, caso contrário teria sido desmantelada!




(Estado da locomotiva a vapor CP E205 na estação da Régua em 1996, antes de seguir para o Museu Vasco del Ferrocarril | Foto de M. Kißler)


Em 1997, a locomotiva chega a Azpeitia, no País Basco (Espanha) para ser restaurada no Museu.

(1997 chegada ao Museu Vasco del Ferrocarril da locomotiva CP E205  | Foto de Juanjo Olaizola)



(Montagem da caldeira original da locomotiva CP E205 após ter sido restaurada nas instalações do museu | Foto de Juanjo Olaizola)





(2014 Locomotiva CP E205 / “Portugal” nas comemorações do 20º aniversário do Museu Vasco del Ferrocarril | Foto de Víctor Martín)




O Museu Vasco del Ferrocarril é o responsável pela exploração do troço Azpeitia-Lasao desde a sua reabertura em 1998, cujo serviço é prestado pelo material circulante histórico pertencente ao museu. Desse material circulante histórico fazem parte esta locomotiva a vapor E205 e a automotora diesel de via estreita CP 9301 (ex Linha do Tua), construída pela empresa holandesa Allan em 1954.


Um abraço e até breve...

segunda-feira, 24 de junho de 2019

António Firmo de Azeredo Antas

Nasceu em Oura, a 28 de Março de 1868, filho de João Miguel de Azeredo Pinto de Vasconcelos e de Filomena Laura Azeredo Antas. Formou-se em medicina na Universidade de Coimbra. Em 1895, em Vila Real, com José de Carvalho Araújo Júnior e Adelino Samardã constituiu a Comissão Executiva do Partido Republicano, de que era presidente em 1897.

Implementada a República, em 1911, organizou com Adelino Samardã, António Granjo, Antão de Carvalho e Carlos Richter a 1ª Comissão Republicana Distrital. Pouco satisfeito com os caminhos políticos do Partido Democrático, aderiu à União Republicana, partido que representou no Parlamento por Vila Real em 1915. Em 1921, volta ao Parlamento por Vila Nova de Gaia e pelo Partido Republicano Liberal, em que militava desde 1919. 

Em 1915, no Parlamento, esteve na linha da frente do combate pelo Douro, contestando as posições do Ministro de Negócios de Estrangeiros, a propósito do nefasto tratado comercial com a Inglaterra, tão negativo para os interesses dos produtores durienses. 

Foi governador civil de 13 de Dezembro de 1917 a 16 de Março de 1918. Em 1919, nos inícios de Janeiro, esteve ao lado do Gen. Ribeiro de Carvalho, quando a Junta Militar do Norte pretendeu submeter Vila Real ao poder monárquico. 

Durante toda a I República foi, profissional, política e socialmente, uma figura influente no meio transmontano-duriense.

A politica não era o modo de vida principal nem único António Firmo de Azeredo Antas, mas acima de tudo era médico. Em 1901, passou a ser director clínico das termas de Vidago. 

Durante a epidemia de 1918 não se limitou a cumprir os seus deveres profissionais, mas praticou actos de verdadeira filantropia e benemerência, distribuindo gratuitamente leite aos doentes e fornecendo também a preços inferiores aos correntes os géneros que sobraram do consumo do Hotel Salus. A Câmara Municipal de Chaves manifestou-lhe o seu reconhecimento e exarou em acta de 30 de Outubro de 1918 um voto de louvor por tais serviços.

Em 1906 a antiga Empreza das Águas de Vidago publica uma pequena brochura intitulada "Relatório Clínico", cujo seu conteúdo é da responsabilidade deste médico. Nela, entroncamos tudo o que é necessário saber sobre as propriedades e terapia das águas, assim como os aspectos mais particulares que distinguiam as cinco fontes, Vidago, Vidago nº 2, Vila Verde, Oura e Sabroso, todas elas exploradas pela empresa. 

Faleceu em Oura, a 10 de Outubro de 1949.


Um abraço e até breve...

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Avenida Conde de Caria

Nestas últimas semanas muito se tem falado nos casos da Caixa Geral de Depósitos, de empréstimos obtidos mas que, até ao momento, não foram pagos por quem os contraiu.

A publicação de hoje fala-nos de um empréstimo feito à CGD, no ano de 1936, pela Comissão de Iniciativa de Vidago, no valor de 100.000$00 (+-500€). Ao contrário dos casos vergonhosos que todos os dias nos entram pelos olhos dentro, esta Comissão honrou os seus compromissos até ao último centavo.

Esta Comissão era constituída pelo Exmo. Sr. Dr. António Luís de Morais, Sr. António Faria de Morais e Sr. Acácio Duarte Costa, o primeiro como Presidente, o segundo como Administrador-Delegado e o terceiro como Secretario-Tesoureiro. 

O melhoramento da avenida foi orçado em 237.346$84 (+-1.185,00), tendo o Ministério das Obras Públicas e Telecomunicações comparticipado com 89.261$47 (+-445,25€) e a Comissão com 43.799$35 (+-218,40€) resultantes do seu exercício económico de 1934-1935.

Anualmente seriam pagos 11.536,24$ (+- 57,55€) pelo prazo de 10 anos, com possibilidade de amortização.

O processo foi despachado por Sua Exa. o Ministro das Finanças depois de Sua Exa. o Ministro do Interior ter autorizado a Câmara municipal de Chaves a prestar o seu aval àquela Comissão.

(Fotografia "Foto Alvão - Porto" - 1936)



Carimbo da Comissão de Iniciativa de Vidago.



Estas informações foram extraídas da cópia do processo "Aval da Câmara Municipal de Chaves ao empréstimo de cem mil escudos que a Comissão de Iniciativa de Vidago pretende contrair na Caixa Geral de Depósitos".


Um abraço e até breve...

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Garotitos fazendo música | 1942

Como era ser criança no século passado!

Não havia consolas a prender miúdos em casa, ninguém tinha medo da lama nem de partir um braço nos baloiços sem protecção. Do pião à simples flauta de barro, assim era brincar na rua há umas décadas.

(bilhete postal da edição "Union Postale Universelle")

No século passado, ser criança era brincar na rua sem grandes receios do que acontecia lá fora.



Este bilhete postal foi, gentilmente, disponibilizado pelo meu amigo vidaguense Francisco Seixas.



Um abraço e até breve...

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Sapataria Seixas - papel de embrulho

Folha de papel, usado antigamente, para embrulhar os sapatos que os clientes acabavam de adquirir. 



Neste caso, papel da antiga sapataria Maria Alves Seixas, que contavam com um completo sortido de calçado para senhora, homem e criança mas que tinha "Preços sem competência"! Seguramente um erro da tipografia que não ficou bem...


Esta peça foi-me oferecida, gentilmente, pelo meu amigo João Rodrigues Silva.


Um abraço e até breve...

segunda-feira, 29 de abril de 2019

"AGITADOR": Folha de propaganda libertária | Vidago 1914

No seguimento do post de ontem, publico a primeira página do nº 1 da folha de propaganda libertária "AGITADOR". Os responsáveis seriam José Bernardino de Oliveira (editor); Júlia da Cruz (directora) e José Augusto Ferreira (gerente), e cuja a propriedade era do Grupo "Avante pelo Futuro". Esta folha libertária, impressa pela Tipografia Peninsular, do Porto, foi publicada em Vidago entre 1914 e 1915.

Sobre os seus responsáveis, até ao momento, só consegui obter alguma informação sobre José Augusto Ferreira e Júlia Cruz.

José Augusto Ferreira foi um Militante de origem social modesta, desenvolveu uma actividade como propagandista libertário em Vidago, onde terá vivido a maior parte da sua vida. Em 1909, organizou a greve dos construtores civis das obras do Vidago Palace Hotel, e foi membro do Grupo Anarquista "Avante Pelo Futuro". Em 1924, este militante continuava activo em Vidago.



No ano de 1913, na sequência da perseguição de Afonso Costa aos anarquistas, Júlia Cruz vai viver para Vidago e lá funda o Jornal "Agitador" ˗ Quinzenário de Propaganda Libertária. Júlia Cruz exerce o cargo de directora desde o primeiro número em 1 de Fevereiro de 1914 até 29 de Novembro de 1914, em que sai de directora por questões de saúde, passando a ser Bartolomeu Constantino, como o próprio jornal informa:

«Aos Camaradas e ao público
Estávamos para suspender a publicação do Agitador, devido à maneira desleal que certos elementos nos atacam; no entanto ainda desta vez não lhe fazemos o gosto, posto que os grupos locais de Vidago e outros elementos dispersos resolveram custear a sua publicação
(...). Toma a direcção do Agitador o velho camarada Bartolomeu Constantino; este facto filia-se apenas em que a nossa prestimosa camarada Júlia Cruz o não poder pelo seu estado de saúde.»

Júlia Cruz, na sua filiação ideológica, particulariza-se por ser "uma das raras militantes simplesmente anarquista (e não sindicalista), embora ligada ao associativismo  operário". O seu percurso de vida esteve longe de ser tranquilo, tanto enquanto companheira de um anarquista, que esteve diversas vezes preso, como depois da sua morte. Nos anos 20, já enquanto companheira do militante comunista Alfredo Cruz, abdicou pelo menos de um dos pilares da essência do anarquismo ao aderir a um partido – o Partido Comunista.


(Publicados 24 números, custo 5 centavos)

Na primeira página do primeiro número do "Agitador", podemos ler o texto que Júlia Cruz assina com o título "Às Mulheres", onde se pode ler uma crítica feroz a uma sociedade que subordina a mulher ao homem:

«A vós, companheiras de trabalho e de infortúnio, a vós que sofreis como eu a dupla escravidão do capital e da maioria do homem “educado” sob a influência do ambiente actual da sociedade podre até aos alicerces (...) algumas de vós abraçais o belo ideal libertário, porque
compreendeis que só com a ampla liberdade que ele preconiza a humanidade será feliz (...) se uma de nós se entrega a um homem é imediatamente considerada como prostituta (...) a nós obrigam-nos brutalmente a seguir a vontade do outro. (...) não sejamos por mais tempo ruínas e cobardes; e para nos libertar do jugo capitalista e da escravidão do homem bestializado pelo meio social (...) unamo-nos todas numa só força para assim levarmos a cabo a nossa emancipação».



Um abraço e até breve...

domingo, 28 de abril de 2019

Anúncio da criação de uma Colónia Anarquista Agrícola em Trás-os-Montes (Chaves e Vidago)


Anúncio publicado no nº22 do jornal A Revolta (órgão da Federação Anarquista da Região do Sul) | Outubro de 1913












(texto adaptado para o português corrente)

Colónia Anarquista

Os grupos anarquistas Audácia e Avante, de Chaves, e Avante pelo Futuro, de Vidago, acabam de levar a efeito a criação em Trás-os-Montes de uma Colónia Anarquista Agrícola que deve começar a funcionar no próximo mês de Novembro, sendo a sua manutenção feita com a criação de animais domésticos, contando ao mesmo tempo com a ajuda dos camaradas anarquistas ou de todos os que simpatizam com as doutrinas anarquistas e que as queiram ver praticamente.
Um grupo de trabalhadores daquela região completamente desiludidos com a actual ordem das coisas chegaram à compreensão que só a Anarquia resolverá o problema social que tanto a agita a Humanidade e resolveram avançar para a fundação de uma Colónia Anarquista Agrícola que funcionará o mais possível dentro da sublime e emancipadora ideia libertária, que virá dar ao ser humano uma ideia de quanta felicidade e harmonia reinará entre os homens desde que associem e vivam conforme o ideal Anarquista, que tão firmemente defendemos, mostrando à burguesia e aos fanáticos políticos, que tanto nos perseguem e temem, que nós não queremos destruir, mas sim edificar, e edificar sobre as bases que são a mais fortes no Amor e na Libertação do homem, livrando assim da sinistra Autoridade que há séculos cobre a Humanidade de ruínas e de sangue.
Segue a circular que acaba de ser dirigida à imprensa anarquista do país.


Camarada,

Levados pela convicção nas ideias anarquistas, empenhamos nossas forças numa obra grandiosa, para a qual pedimos a vossa cooperação, certos de que compreendereis o grande alcance que dela virá para a difusão dos princípios que defendemos.
Os grupos libertários Audácia e Avante, de Chaves, e Avante pelo Futuro, de Vidago, esperançados no auxílio que de vós esperam, resolveram fundar uma colónia agrícola livre, para onde nós, os trabalhadores conscientes, livres de preconceitos e de vaidades tolas, iremos pôr em prática os princípios das nossas doutrinas, provando assim que elas não são um sonho e que com vontade, estudo e perseverança se podem transpor os grandes obstáculos que nos impedem o caminho para o Bem.
Animados desta ideia, convencidos como estamos que a sua realização será a melhor propaganda que podemos fazer da anarquia, provando pelo exemplo o contrário do que dizem os defensores desta iníqua organização social e política – que a anarquia é a desordem, que as suas teorias dissolvem e não organizam – nós empregaremos todos os esforços para nos conservarmos, tanto quanto possível, dentro dos princípios, demonstrando claramente a falsidade de tais afirmações.
O nosso plano vai mais longe, não se limita à colónia. Sindicar os trabalhadores, fundar uma cooperativa que funcionará conjuntamente com a colónia e sindicato e uma cozinha comunista, são assuntos que nos tem preocupado e que andam ligados à fundação da colónia. Para esta, os trabalhadores das duas localidades que já abriram os olhos, que se interessam pela sua situação e a quem isto merece simpatias, quotizar-se-ão com a quantia mínima de vinte réis por semana. Esta quotização já começou e o dinheiro assim junto empregámo-lo em animais domésticos que criamos e desenvolvemos, adquirindo assim conhecimentos indispensáveis para a colónia e aumentando os seus fundos.
Compreendeis muito bem que esta quotização é pouco para uma obra desta natureza e que se torna necessário o auxílio moral e material de todos os camaradas para dar princípio à vida da colónia.
Por isso vos enviamos esta circular, cônscios de que estareis connosco ao lado da grande causa.

OS GRUPOS

NOTA – Toda a correspondência deve ser dirigida ao camarada António A. Castro Lopo, Rua Direita nº 135 – Chaves, ou a José Augusto Ferreira – Vidago.



Informação sobre o grupo AVANTE PELO FUTURO:

Grupo Anarquista de nome completo "Avante Pelo Futuro", iniciado em Janeiro de 1912 em Vidago. Dedicava-se à propaganda, a aulas e à edição do jornal "Agitador". Pertenceram também ao Grupo os militantes José Augusto Ferreira e Manuel Moutinho. Este grupo terminaria a sua actividade em 1915.


Num próximo post falarei do jornal "Agitador".



Um abraço e até breve...



segunda-feira, 22 de abril de 2019

Antigos anúncios da aldeia e vila termal de Vidago

(jornal Diário Ilustrado | edição de 7 Julho 1883)



(jornal Diário Ilustrado | edição de 23 Junho 1884)



(revista Ilustração Portuguesa | edição de 1926)


(revista Germen | edição de 1936)



Um abraço e até breve...