Saudade




ANÍBAL TEIXEIRA BRANCO

Ontem (18JUL17) desapareceu, para sempre, Aníbal Teixeira Branco de 61 anos de idade, natural de Vila Meã (Vila Pouca de Aguiar) e popularmente conhecido por “Branquinho”. Após estar emigrado na Suíça durante alguns anos veio para Vidago com a família e aqui se instalou fundando um restaurante designado pela sua imagem de marca - Restaurante Branquinho - e do qual era exímio cozinheiro. O seu feitio amistoso e brincalhão fê-lo granjear inúmeros amigos na localidade. O Branquinho tinha uma indescritível paixão pelo seu clube de sempre – o Benfica. Porém, não se pense que as suas amizades se restringiam aos adeptos do SLB. Era frequente ver-se esta já saudosa figura rodeada por adeptos dos principais clubes portugueses, sempre em respeitoso ambiente.

O Aníbal Teixeira Branco também deixa enorme saudade pelo facto de sempre ter sido uma figura prestável à comunidade local. Foram várias as instituições vidaguenses que beneficiaram da sua prestabilidade e da sua generosidade. Numa fase em que a sua saúde já era bastante precária, o Branquinho (figura indissociável da Comissão de Festas de Vidago) fazia questão de ainda ser útil a qualquer iniciativa que visasse a promoção dos mais variados eventos locais. Sempre com um espontâneo sorriso e uma expressão dócil. Era assim o Branquinho!

Amanhã, (Quinta-Feira, 20JUL17 pelas 14h30), e aquando do último adeus estou a adivinhar a imensa mole de gente, a caminho do Cemitério de Vidago, que quererá prestar-lhe uma última homenagem. 

O Branquinho bem merece que assim seja! 

Floripo Salvador



MANUEL GOMES BRÁS

Em 28 de Junho de 2014 faleceu Manuel Gomes Brás, popularmente conhecido por Manuel “Isca”. Nasceu em Vidago a 21 de Julho de 1931. Foi sua esposa Maria Lúcia Morais, já falecida. Maria Lúcia e Manuel Brás conceberam: Carlos Manuel, Ester, João, Manuela e Paula. O saudoso, Manuel “Isca” era neto da popularíssima figura vidaguense, Celícia Brás e a sua progenitora chamou-se Ester Gomes Brás.

Também por razões sentimentais, sinto uma particular tristeza ao elaborar esta crónica. Este homem era amicíssimo da minha família, principalmente, de meu pai.

Dias antes do seu falecimento tive a felicidade de poder despedir-me dele. Ocasionalmente, passei por Chaves. Sabendo que ali estava internado não fiz mais que cumprir uma obrigação que o meu pai, esteja lá onde estiver, terá achado positiva. Fui à sua cama hospitalar cumprimentá-lo e dar-lhe algum conforto. Nesse momento dormia! Afaguei-lhe o rosto na expectativa de que acordasse para que me visse. Momentos depois, isso aconteceu e as suas primeiras palavras comoveram-me! Após ter, de imediato, num misto de espanto e ternura, pronunciado o meu nome,  apercebi-me que estava lúcido, não obstante o seu aspecto físico aparentar uma forte debilidade.

No âmbito da nossa curta conversa, fez questão de que eu soubesse que sentia a vida a esfumar-se! Tentei conformá-lo fazendo-lhe crer que ainda seria possível voltarmos a encontrar-nos em Vidago. Descrente, olhou para mim agradecendo as palavras! Desfiou-me rosários de saudade de tempos que viveu no seio dos seus amigos. Não esqueceu momentos agradáveis que comungou com o meu progenitor acompanhados de uns copitos de tinto ou branco, fresquinhos, que a ambos animavam o físico e ajudavam a solidificar uma sincera amizade.

Conta-se que a alcunha que o popularizava já vem dos tempos de escola. Há quem associe o epíteto ao facto de sempre ter apreciado uma isquita para acompanhar um copito! O Amigo, Manuel “Isca” era sapateiro de profissão. Desempenhou essas funções, na oficina de António dos Prazeres e, mais tarde, na de José Alves Seixas. Nos tempos áureos das termas vidaguenses, e durante largos anos, foi garboso e simpático porteiro no Hotel do Parque.

Há muitos anos integrou a saudosa banda musical, Os ORFEUS DE VIDAGO, onde foi contrabaixo e barítono.

Manuel Brás era homem alegre e castiço. Entre outras histórias pitorescas da sua vida, conta-se que um seu amigo e compadre, há algum tempo atrás e a propósito da sua precária saúde, lhe perguntara se o médico que o tinha operado em Vila Real o proibira de beber! Afirmou-lhe que sim. Entretanto, Manuel, foi transferido para o Hospital de Chaves onde terá colocado o problema da condicionalidade da bebida a um outro médico e uma médica deste hospital. Ambos, ter-lhe-ão dito que podia beber mas com mais moderação! Perante a questão posta pelo compadre quanto à decisão do seu comportamento, relativamente às várias opiniões clínicas, ter-lhe-á respondido: decidi-me pela maioria!...

No seu leito do hospital evocou-me razões que ajudavam um homem pobre e honesto a ser feliz e a amenizar as agruras da vida: falou-me do pedacito de terra que granjeou, muitos anos, pertença do Hotel do Parque e que, agora, elevados condicionalismos de saúde o impediam de lhe dar continuidade; lembrou a ternura do acompanhamento dos filhos na sua enfermidade; inevitavelmente, tinha que falar-me da sua eterna paixão clubística e um brilhozinho nos melancólicos olhos se fez quando lhe recordei que, este ano, tínhamos sido campeões!

Ali, para a zona da meia-laranja, não veremos mais a figura simpática e castiça do Manuel “Isca”. Num dia soalheiro de Domingo e de S. Pedro partiu para o Campo Santo de Vidago e para a eternidade, mais uma recordação física da história da nossa estância termal!


Floripo Salvador

(o autor do texto escreve de acordo com a antiga ortografia)


ADELINO GOMES PEREIRA

Em 15 de Fevereiro de 2014 faleceu em Vidago, terra da sua naturalidade, Adelino Gomes Pereira. Havia nascido em 29 de Novembro de 1937, não obstante apenas tivesse sido registado a 8 de Maio de 1939. Era filho de Eduardo Gomes Pereira e de Maria do Nascimento tendo sido casado com Aldora Canelas, também natural de Vidago. O casal concebeu João Carlos e António Manuel.

Oriundo de família humilde, Adelino terá tido infância e adolescência difíceis. Os seus pais separam-se quando ele tinha apenas 3 anos. Ficou com o pai e este associou-o, desde menino, à sua profissão de latoeiro.

Quando tinha 20 anos casou. Criado e educado por madrastas terá visto no matrimónio uma espécie de fuga para uma vida mais livre e diferente.

Em 1959 entrou para a tropa. Esteve em Lisboa no quartel de Lanceiros 2. Invocando amparo de família conseguiu libertar-se da vida castrense e, eventualmente naquele tempo, livrar-se da ida para Índia.

Nesse tempo abriu oficina própria de latoaria onde permaneceu alguns anos. Porém, os materiais de plástico, implacavelmente, invadiram o mercado e tornaram obsoletos muitos dos utensílios manufacturados e consertados por Adelino. O negócio tornou-se difícil e o emprego nos correios foi a alternativa.

Em 1969 e após adquirir a antiga quarta-classe entrou para os CTT em Vidago onde desempenhou a função de carteiro, até à sua aposentação. Adelino calcorreou inúmeras ruas e vielas da vila mas, também, esconsos e estreitos becos de várias aldeias da periferia vidaguense. A sua arte de latoeiro seria, agora, apenas complementar da sua nova profissão.

Em Março de 1967 entrou para os Bombeiros de Vidago tendo sido um dos bombeiros fundadores da Associação. Em 12 de Outubro de 1998 passou ao Quadro de Honra da Instituição. Ao longo dos 31 anos de permanência no Corpo Activo, Adelino granjeou a simpatia de todos quantos com ele viveram momentos difíceis inerentes à nobre, arriscada e altruísta função, mas também de ameno convívio.

Adelino Pereira foi, durante décadas, sacristão na paróquia de Vidago. A longevidade neste trabalho eclesiástico já vinha desde o tempo do saudoso Padre, Adolfo de Magalhães. Várias gerações de vidaguenses tiveram a ajuda religiosa de Adelino, desde a pia baptismal, passando pelas comunhões, matrimónios e o natural e inexorável encaminhamento para a última morada.

Foi fervoroso adepto do Benfica. Em casual encontro com correligionários clubísticos manifestava-se extasiado com o último desfecho positivo da equipa ou comungava com eles da má sorte do jogo ou do trabalho menos acertado da equipa de arbitragem! E, se o momento fosse propício, um copo com o amigo na esquina mais próxima tanto podia elevar mais o ânimo como minimizar a tristeza!

Em depoimento de colega de função nos CTT soube que Adelino reagia de forma pitoresca a interpelações a propósito da sua actividade de latoeiro, para gáudio de quantos presenciassem a cena. Conta-se que certa mulher, com um cântaro na mão, se dirigiu aos CTT, sabendo que Adelino ali trabalhava. Pediu para falar com ele a propósito do que ali a levava: o arranjo do cântaro! Quando Adelino se aproximou da referida mulher disse-lhe em tom sério e altivo: minha Senhora! Está enganada! Aqui é casa de carteiros, não é casa de latoeiros! Vá à oficina! A pobre mulher saiu a rezar, sabe-se lá o quê! Aos presentes restou um momento de boa disposição!

Noutra ocasião uma peixeira que naquele dia estava na terra apregoando o produto desafinou-se-lhe a corneta. Sabendo que Adelino trabalhava nos correios tentou valer-se dos seus préstimos dirigindo-se-lhe com a corneta nas mãos. Adelino fez rápida inspecção visual ao instrumento. Depois soprou! Entendido na matéria, disse em tom convincente à vendedora de peixe – é da píbeda! Vá a Chaves!

O pai de Adelino, Eduardo Pereira, era conhecido no meio vidaguense pela alcunha de vinte e oito! Ao que se julga o epíteto estava associado à deficiência invisual de Eduardo e ao pescador e herói salva-vidas, José Rodrigues Maio da Póvoa de Varzim, Cego do Maio. O filho, Adelino, foi desde sempre conhecido em Vidago por, Catorze. Nunca isso o incomodou, antes pelo contrário. Costumava, brincando, dizer que a sua casa era a única da terra onde dormiam quinze na mesma cama: o catorze e a esposa, obviamente!

Era assim o Adelino: simples afável e pitoresco!

Faleceu no “seu” ano, como costumava dizer: 2000… e 14!

As várias gerações que com ele conviveram guardarão, com saudade, a imagem física e comportamental deste vidaguense.


Floripo Salvador

(o autor do texto escreve de acordo com a antiga ortografia)





ANTÓNIO TEIXEIRA RODRIGUES

Após algum tempo de enfermidade, António Teixeira Rodrigues faleceu em 19 de Janeiro de 2014. Nasceu em Vidago em 22 de Novembro de 1927. Era filho de Augusto Rodrigues e de Emília Teixeira, naturais de Vidago e Boticas, respectivamente. Foi irmão do falecido Mário Rodrigues, saudosa figura ligada ao golfe em Vidago e de Silvino Rodrigues. António T. Rodrigues foi casado com Maria da Conceição Fonseca Carvalho, natural de Oura. O casal, António Rodrigues e Maria Conceição F. Carvalho, concebeu seis filhos: António Augusto; António Manuel (engº); António Silvino (engº); Emília (engª); Leonida (profª) e Maria Elvira (médica). Da descendência do casal ficam, ainda, 14 netos.

Paralelamente à sua actividade profissional, António Rodrigues desempenhou vários cargos sociais, e também políticos, ao serviço desta vila e região de Vidago. À data do seu falecimento era ainda presidente da Casa do Povo de Vidago, cargo que desempenhou com lealdade e estoicismo, durante trinta e nove anos. Era o mais antigo dirigente das Casas do Povo de Portugal e esse facto era relevado por entidades diversas. Foi o representante das 47 Casas do Povo do Distrito de Vila Real, na JCC Povo, em Lisboa. Em 1965 e na qualidade de Presidente da Casa do Povo de Vidago foi quem recebeu as autoridades e convidados, aquando da inauguração das novas instalações da Casa do Povo. Muito dinâmica foi a vida da Instituição nestes últimos setenta anos. António Rodrigues moldou-se às necessidades que esse dinamismo implicava e fê-lo, sempre com abnegação, o melhor que soube e pôde. O seu cargo na Instituição deixa-o ligado a eventos vários inerentes à mesma. Foi, também, presidente da Adega Cooperativa da Ribeira de Oura, de cuja instituição foi um dos fundadores. Desempenhou cargos na Junta de Freguesia de Vidago: em 1955 foi secretário, na presidência de Acácio Costa e em 1972, e até Dezembro de 1974, foi presidente da Junta de Freguesia, coadjuvado por Sebastião Gonçalves Ferreira Pinto e José Alves Pereira. Deu o seu contributo, como mordomo, nas comissões de festa da localidade durante vários anos. António Rodrigues presidiu também à Assembleia Geral da ACISAT – Chaves; foi sócio-fundador dos Bombeiros de Vidago; Presidente do Conselho Fiscal do Vidago Futebol Clube; co-fundador da Banda Musical “Os Orfeus” de Vidago; co-fundador da “marcha de Vidago”; membro da comissão que elevou a vila de Vidago a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e membro da comissão organizadora da construção da Torre Miradouro.

Deve ainda relevar-se um aspecto da vida de António Rodrigues que não é, de todo, despiciendo: Acumulou, ao longo de anos, um riquíssimo acervo de documentação alusiva a Vidago e região limítrofe, que acrescentou ao que seu pai já possuía. Recortes de jornais, fotos, postais e outros documentos constituem essa sua pasta de recordações. O seu feitio de pessoa reservada nunca foi de molde a que essa valiosa documentação fosse, publicamente, fruída como merecia. Porém, é de toda a justiça e interesse para a comunidade vidaguense referir-se que ela existe e está bem preservada para memória futura!

Pode dizer-se que exerceu a sua actividade principal, comerciante, toda a sua vida.

Décadas a fio foram dedicadas ao seu antiquíssimo comércio que já vem de um tempo anterior ao dos seus pais. Isto porque o fundador da actual casa comercial foi Silvino José, um emigrante brasileiro, natural da Freixeda, também conhecido por Silvino Chero, casado com Elvira Rosa e que viria a ser padrinho de baptismo dos três filhos de Augusto Rodrigues. Refira-se que o fundador da actual casa comercial de António Rodrigues, na Rua Alves Teixeira, começou por desempenhar a sua atividade nas instalações que, mais tarde, viriam a ser de João Oliveira Cruz e depois de seu filho, Délio Cruz, na Estrada Nacional nº 2 (actual Ciclo Comercial). Os pais de António Rodrigues (Augusto Rodrigues e  Emília Teixeira) enquanto antigos empregados da firma deram continuidade à empresa (depois designada por "Augusto Rodrigues & Filhos, Lda"). O mesmo aconteceria, mais tarde, com os filhos de Augusto (António e Silvino Rodrigues). Até uma determinada altura, e a partir do falecimento daqueles, foi sócio de seu irmão, Silvino Rodrigues.

Recorde-se que, num tempo longínquo, foram empregados desta empresa, entre outros, Júlio Alves (irmão de Alzira Alves – Presunteira) e também a popular e saudosa figura vidaguense, Arlindo Vilela. Mais tarde e até aos dias de hoje, Artur Augusto Carneiro e Emília Coelho, foram colaboradores da empresa como bons exemplos de perseverança e lealdade profissionais. 

No desempenho da sua actividade profissional, mas também noutras, caracterizava-o um discurso fácil e incisivo. Era homem de forte personalidade e muito convicto dos seus conhecimentos.

António Rodrigues deixa-nos a imagem de um homem interessado na participação da vida económica e social desta terra. 

A implacável lei da vida retira do meio social vidaguense mais uma carismática figura.

Floripo Salvador

(o autor do texto escreve de acordo com a antiga ortografia)






O Quim Barbeiro


 

Joaquim de Jesus Rodrigues, de seu nome, nasceu em Vidago em 26 de Novembro 1939 e faleceu em 24 de Setembro 2013. Os seus pais, Alcino Rodrigues e Conceição Jesus, também eram naturais desta vila. Ficou órfão de pai quando ainda era menino. O seu progenitor foi morto a tiro, ao que consta por negligência, numa mina onde trabalhava. Joaquim Rodrigues casou com Eduarda Rosa da Cunha que, cedo de mais, já havia partido há uns anos. Foi irmão de Alcino Jesus Rodrigues, já falecido há longo tempo. Joaquim Rodrigues foi pai de quatro filhos (três raparigas e um rapaz). Trágica e precocemente faleceram, o filho e uma das filhas.


O Quim iniciou a sua atividade de barbeiro, ainda muito jovem, na antiga barbearia de Vidago situada no então edifício dos Fragas, onde o ancião Américo Rodrigues, de Valverde, esteve estabelecido antes da sua ida para a América. Mais tarde, ele próprio, ficou com a barbearia.

Mas o Quim também desempenhou, alguns anos, a sua profissão nos hotéis, Palace e Golfe prestando os seus serviços a inúmeros aquistas desta estância termal.

Num tempo em que era jovem e pujante, o Quim esteve ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Vidago, tendo sido um dos fundadores. Na instituição desempenhou funções de adjunto do Comando substituindo, nessa função, o saudoso Fernando Seixas.

Foi militar em 1960/61, tendo prestado serviço no então Grupo de Artilharia Contra Aeronaves (GACA-3) em Espinho. Entre amigos, adorava desfiar recordações sobre a sua vida militar naquela bela região do litoral.  

Esteve alguns anos (apenas três) emigrado na Holanda, mais precisamente em Amesterdão. Mas as saudades da sua terra e da família fizeram-no abandonar o país das tulipas, regressar a Vidago e aqui, junto dos seus conterrâneos, dar continuidade à sua profissão de sempre.
Durante largo tempo o Quim e a sua Rosa exploraram a típica tasca designada por Quim Barbeiro em antiga propriedade dos ascendentes do saudoso Quim, ali junto ao mercado. A Rosa e o Quim confecionavam apetecíveis refeições e também variados petiscos a preços muito populares. A maioria dos seus clientes era, simultaneamente, gente amiga de ambos, pois o casal, Quim e Rosa, irradiava enorme simpatia.

O Joaquim Rodrigues granjeou uma pequena propriedade junto ao rio que atravessa a Vila, no lugar do pontilhão. Ali tinha a sua barraquita onde guardava os utensílios agrícolas para a produção de alguns legumes para consumo doméstico. Na casita da sua “horta” tinha um pipito de vinho e o lugar foi palco de amenas patuscadas com os amigos mais íntimos, eventos a que o Quim dava enorme valor.

Possuía paixões como qualquer comum cidadão. Depois do seu Vidago (era o sócio nº.7) amava o Sporting. A pesca, à cana, exercia sobre ele enorme fascínio.

As características da profissão que exerceu implicavam uma relação de grande proximidade com o meio social que o rodeava. Ele desfrutou-as na sua plenitude. Todos nós víamos o Quim como uma figura simpática, educada, prestável e generosa. Era extremamente agradável conversar-se com ele! Estes seus atributos conferiam-lhe o respeito de todos quantos com ele privavam.

Após implacável doença, e no ano em que completaria 74 primaveras, o Quim Barbeiro deixou-nos para sempre! Com ele partiu um pouco da história desta terra. Sem esta carismática figura de homem bom, popular e simples todos ficámos mais pobres!
Floripo Salvador

5 comentários:

lobo da silva disse...

Só um pequeno pormenor, a 1ª oficina do Quim, foi na R. Gene. Sousa Machado, num "baixo", da tia Alice Padeira.
Um abraço.

RICARDO SALVADOR disse...

Parabéns pelo artigo! Abraço

Anónimo disse...

Quero agradecer ao sr. Julio e especialmente ao sr. Floripo por terem tido este bonito gesto pelo meu pai...Quando soube que iam abrir uma nova página no blog do sr. Julio,cujo o titulo se chamaria SAUDADE,e que iam inaugurar a mesma com um pequeno documentário do meu Barbeiro,fiquei sem duvida muito emocionada...Ficou muito bonito.Como dizia o sr. Floripo,ficou simples mas interessante,um resumo,sinónimo da sua vida que se traduzia em autentica simplicidade,uma vida de honestidade e de amizade sincera...Contente fico por confirmar que mesmo depois de ter partido,ainda há amigos que dele se recordam.É com gratidão que digo uma vez mais obrigado sr.julio e sr. Foripo...
Carla Rodrigues

TO MANE disse...

SAUDADE....nem mais nem menos ...é o que fica das PESSOAS que por uma ou outra razäo deixam a sua MARCA na sua VILA que os viu nascer e partir...como o conhecido ADELINO 14...nao é por ser meu PAI mas foi um dos que deixou MARCA em VIDAGO....e é com SAUDADES que serà RECORDADO....desde ja quero AGRADECER a quem fez esta dedicatoria ao MEU PAI O 14....

Luiz Paulino disse...

Foi com supresa e muita felicidade que descobri esse blog.Estou preparando uma viagem a Vidago em julho próximo. Meu pai nasceu em Vidago e agora vou com dois netos conhecer "o rio da nossa aldeia"